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Centrais de Abastecimento

As Centrais de Abastecimento de João Pessoa e Campina Grande, administradas pela Empasa melhoram atuação no mercado atacadista de hortifruti em 2004 e desta forma, consolidam-se como os principais centros abastecedores no Estado, além de alcançaram recorde na oferta de produtos. Os dois entrepostos de comercialização atingiram um volume em vendas no ano passado de 211.575,6 toneladas.

Conforme informações do presidente da estatal, Leonardo Moura Teixeira, o fato é inédito desde a criação da estrutura e equipamentos de apoio ao comércio atacadista na década de 70 do século passado. “A Empasa de João Pessoa participou com 90.372,3 toneladas, enquanto que em Campina Grande foi alcançado o montante de 121.203,3 toneladas, gerando um incremento na ordem de 12,9% em relação a 2003”, informou.

Outros fatores apontados pelos técnicos da Empasa que influenciaram a grande movimentação de hortifruti foram: a isenção do I.C.M.S pelo Governo do Estado, estimulando a produção e comercialização de produtos altamente perecíveis, período regular do inverno em 2004 que aumentou a produção e finalmente, apoio institucional do governo, através da Empasa no incremento de espaços físicos nos galpões de vendas destes produtos.
Na Empasa de João Pessoa, o mês que apresentou o maior volume de comercialização de hortifruti registrado foi novembro com 8.683 toneladas, já em Campina, dezembro alcançou o melhor desempenho, alcançando 11.550,5 toneladas. No exercício de 2004, o faturamento em vendas das duas centrais de abastecimento foi de R$ 163,2 milhões.

Os Estados que mais abastecem a Empasa de João Pessoa são: Pernambuco com 34,2%, a própria Paraíba que participa com significativa parcela, algo em torno dos 26,8% e Sergipe com 16,8%. Por sua vez, em Campina Grande, 28,9% dos produtos são oriundos de municípios paraibanos, 24,3% provenientes de Pernambuco e 17,1% chegam de Sergipe.

Na fatia de produtos comercializados aparecem a laranja pêra, banana, tomate, batata, melancia, cebola, abacaxi, entre outros.

A Empasa hoje oferece toda uma infra-estrutura para a transação nos negócios com frutas, verduras, hortaliças, entre outros. Para se ter uma idéia, em João Pessoa são 6.500 m² divididos em 4 galpões com 90 boxes de 45m² e 102 módulos de 19m², além de 54 barracas de 12 m² que corresponde a uma área construída de 10.468 m² (que abriga a parte de comercialização e administração). Ainda possui uma área de expansão de 147.667 m².

Já o espaço de comercialização em Campina Grande corresponde a uma área de 8.000 m² entre lojas e galpão de vendas.

São cerca de 500 comerciantes permanentes e não permanentes que disputam o maior número de fregueses na Empasa em João Pessoa, enquanto em Campina Grande, são mais de 300 permissionários que disputam uma fatia da receita gerada com a venda de hortifruti, entre outros.
Mas nem só de hortifruti, vivem as duas centrais de comercialização na Paraíba. Em ambos os locais, também há espaço para restaurantes, lanchonetes, armarinho, entre outros. A pretensão da atual diretoria é atrair um maior número de serviços, ofertando para os que ali comercializam e trafegam o direito de realizar seus negócios num mesmo lugar, dotado de segurança, conforto e higiene.

Por mês circulam em média na Empasa da capital, 1.800 veículos de pequeno e grande porte que trazem das mais longínquas e próximas cidades, os principais produtos a serem comercializados visando abastecer as prateleiras dos grandes supermercados e barracas nas feiras livres da Grande João Pessoa.

Em Campina Grande, além do município, o interior da Paraíba também é abastecido com as frutas, verduras, cereais, entre outros, que passam por aquela Central de Comercialização. Lá trafegam em média, mais de 5 mil veículos de pequeno e grande porte mensalmente com uma produção vinda principalmente, assim como em João Pessoa, de outros Estados.

Como geradoras de empregos, as Centrais de Abastecimento também são responsáveis pela oferta de postos de trabalho. Em João Pessoa são gerados quase 2.000 empregos de forma direta e indiretamente, e em Campina Grande são mais de 4 mil mão-de-obras ocupadas nos boxes de comercialização, descarga dos produtos, entre outros.